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20 de fevereiro de 2013

Entrevistando Adalberto Scardelai, por Zélia Oliveira

 
 
Escrito dia 16/02, por Zélia Oliveira postado em Entrevistas
FOTO NOVA AUTOR
Adalberto Scardelai, autor de Vaticinus, publicado pela Aped, é uma incógnita para mim editora e muitos outros admiradores. Parece ser tímido, mas na realidade é reservado. Humilde e econômico em suas palavras, seus textos esbanjam riqueza de emoção, clareza e firmeza. Um escritor, poeta, enfim, tantas coisas. Mas para que dar nomes? Assim como sua obra Vaticinus, rodeada de mistérios e segredos, apresenta-se Scardelai. E é com o intuito de desvendar Adalberto que a Aped fez essa entrevista.
 
APED: Você separa o Adalberto profissional, homem, família do Adalberto Escritor? São as mesmas pessoas?
Adalberto Scardelai: Sim, são pessoas totalmente distintas.
 
AP: O que mais presa no momento em que vai escrever um livro?
AS: Sentimento, sem ele nada é possível.
 
AP: Você planeja um livro ou ele acontece simplesmente na sua cabeça?
AS: Geralmente ele acontece de modo inesperado, uma boa história surge na cabeça, faço alguns esboços mentalmente, não costumo rascunhar em papel, fico com a ideia e quando sento no computador, me vem praticamente toda a história.
 
AP: Precisa de um espaço diferente, isolar-se do mundo, ou escrever um livro acontece dentro do seu dia a dia?
AS: Não necessito de um espaço diferente nem de isolar-me do mundo, acontece no meu dia a dia de forma normal, para mim escrever é algo corriqueiro, faz parte de minha vida desde a adolescência.
 
AP: Como autor, você não é marinheiro de primeira viagem e nem Vaticinus foi a sua primeira obra. Qual é a emoção de ver o seu livro publicado mesmo que não seja a primeira vez?
AS: A emoção é indescritível, ver um trabalho seu finalizado é a realização máxima para um escritor, é como compartilhar suas emoções, seus sentimentos, é se expor praticamente nu diante dos leitores.
 
AP: O que Vaticinus representa em sua carreira?
AS: Vaticinus é um marco significante na minha carreira, na verdade é um divisor de águas, antes de escrever este livro eu era apenas poeta e contista, ao concluir este trabalho passei a ser romancista, pois foi meu primeiro romance e deu muito trabalho porque foi diferente de tudo que havia escrito antes, trabalhar os personagens, suas histórias, seus jeitos, seus sentimentos é algo inimaginável para um poeta, é uma linha difícil de conquistar, foi um trabalho intenso de pesquisa e de aprendizado. Vaticinus para mim foi uma escola natural que pude experimentar e criar.
 
AP: Você sofre ou sofreu influência de algum autor?
AS: Quando tinha vinte e poucos anos, fui por alguns anos gerente de uma rede de livrarias em São Paulo, lá aprendi a gostar de ler, conheci alguns autores brasileiros pessoalmente e tive a oportunidade de conhecer muitos autores através de suas obras, mas não posso negar que alguns autores, de certa forma, me marcaram profundamente. Involuntariamente, você ao escrever faz referência ao seu autor preferido, mas, são muitos, porém destaco em particular Carlos Drummond de Andrade, José Mauro de Vasconcelos, Fernando Sabino, Agatha Cristhie, Herman Hesse, Frederic Forsyth, J.D.Salinger, Eric Fromm, Bukowiski, Oscar Wilde, Stephen King, Fernando Pessoa, Marilene Felinto, Cecília Meireles e tantos outros que formariam uma lista infindável.
 
AP: Já está trabalhando em outra obra?
AS: Terminei recentemente meu último romance chamado “Desencontros de Um Escritor” e de uma obra infanto-juvenil com o nome de “O Pequeno Mohammed”, mas tenho já outros projetos em adamento. Na verdade, quando se começa a escrever, não se consegue parar mais, é um vírus que transforma nossa cabeça em uma máquina literária. Estou iniciando dois novos romances chamados “A Garota Suícida” e “Deus Age no Silêncio”, mas estou fervilhando de ideias. Encontro-me em uma fase muito produtiva da minha carreira.
 
AP: Como foi o seu encontro com a editora Aped?
AS: Meu encontro com a Aped foi através de um email de apresentação, fomos devagarinho, como um casal de namorados ao se conhecer. Posso afirmar que hoje minha relação com a Aped é de plena união.
 
AP: No Ping-pong… Quem é Adalberto Scardelai?
Amor: A essência da vida, ame sempre e compartilhe, transfome isso parte de sua vida.
Família: O alicerce, sem ela não somos nada.
Livro: “O Apanhador no Campo de Centeio” de J.D.Salinger e a “Arte de Amar” de Eric Fromm
Cor: Vermelho
Música: O bom e velho rock.
Pensamento: Vou me apropriar de um pensamento de Marilene Felinto que diz: “Um livro precisa do leitor, mais que o leitor imagina. Talvez o livro seja a mais solitária das existências materiais. Este, que se constrói num caminho de aparente excessivo egoísmo, precisa do leitor que acredite na raiva como uma possibilidade amorosa: e que tenha paciência de atravessar com ele esse caminho cheio de pedras. Do contrário ele não serve pra nada.”
 
AP: Qual o recado que deixaria para os novos escritores?
AS: É difícil deixar um recado, não existe receita pronta para se escrever, não se aprende em escola ser um bom escritor, entretanto, teime, treine, escreva, sinta, chore, ria com que escreve, o sentimento é a única expressão que o leitor realmente percebe em tua história. E nunca se esqueça, leia, ler outros autores é uma grande escola, com eles aprendemos e sempre persista nesse caminho que é longo e nem sempre cheio de glórias e dos resultados que esperamos, nem sempre escrevemos best-sellers e às vezes meia dúzia de pessoas irá ler a sua obra, mas com certeza ao ver seu primeiro livro publicado sentirá uma emoção tão grande, e emoção maior ainda será quando receber um elogio de quem leu sua obra, você vai perceber que todos nós temos a capacidade de produzir, de escrever e de ensinar. A vida não tem limites, então viva e escreva.


 


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