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9 de janeiro de 2014

Entrevista para o site Arca Literária...

Nasceu em Catanduva/SP no ano de 1962, em 1964 a família se muda para São Paulo, aonde frequenta o Colégio N.Sra. Consolata até concluir o primário, transfere-se para a E. E. Prof. Oswaldo Quirino Simões para conclusão do ensino médio. Aos 23 anos inicia seus primeiros esboços poéticos e participa do Concurso Literário da Editora Crisalis do Rio de Janeiro, aonde se classifica para publicação de seu primeiro poema intitulado “Cactos” na coletânea editada em comemoração ao evento. No mesmo ano publica no jornal A Tribuna da cidade de São Carlos/SP sua primeira crônica intitulada “Crônica dos Longínquos Espaços”. Desde então nunca mais parou de produzir poemas, poesias e crônicas, vindo mais tarde a se embrenhar no universo dos romances.
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1. Faça uma breve apresentação
Scardelai: Nasci em Catanduva uma cidade do interior Paulista e me mudei para a capital quando criança ainda, desde pequeno sempre tive o hábito de ler e escrevo praticamente desde a adolescência quando esboçava alguns pequenos poemas, meu primeiro livro “Cidade Nua” retrata esta fase de adolescência até a maioridade, iniciei a escrever contos por acaso e peguei gosto em contar histórias, mas ainda achava que faltava algo e o grande desafio era escrever romances, muito mais complexos, mas detalhistas e de certa forma o auge para qualquer escritor. Tive inicialmente muita dificuldade em escrever meu primeiro romance pois ainda não tinha habilidade necessária para desenvolver uma trama e seus inúmeros personagens tendo cada um sua característica própria, mas como se diz, é escrevendo que se aprende, e acredite, é lendo bons autores que se aprende a contar uma boa história. Li muito e aprendi com bons autores tanto nacionais como estrangeiros. Atualmente estou em uma fase muito produtiva da minha carreira e tudo é mais natural na forma de escrever e se expressar através de novas histórias.

2. Vivemos várias emoções em Anjo Imperfeito de onde surgiu a trama? conte-nos um pouco desta estória.
Scardelai: “Anjo Imperfeito” foi um livro escrito enquanto escrevia outro, foi engraçado porque na época eu trabalhava já há três anos em “Vaticinus” e chegou um momento que perdi a vontade de continuar esta história, estava em meio há muitas pesquisas sobre a igreja e a história da Arca da Aliança e houve em certo momento ao qual costumo dizer de “branco criativo”, fiz uma breve pausa e tive a ideia de escrever “Anjo Imperfeito” ao olhar uma Medalha de São Bento que carrego comigo há muitos anos, pensei imediatamente em um anjo se envolvendo com uma mortal e a história surgiu e se firmou rapidamente de esboço para livro em questão de dias. Quando terminei, voltei a escrever “Vaticinus”, já com a mente mais aberta.
3. Nos apresente o livro Desencontros de um Escritor. O que pensou ao escreve-lo?
Scardelai: Desencontros de Um Escritor é meu sexto livro, o segundo pela APED e meu terceiro romance, hoje com um maior amadurecimento na escrita pude me soltar mais e com tranquilidade questionei sobre o amor, ódio, perdão. Claro que não é uma obra definitiva sobre o assunto, mas de certa forma acredito que através de seus personagens naturais pude explorar seus sentimentos mais profundamente.

4. Quais dificuldades você teve ao escrever este livro?
Scardelai: Na verdade não tive dificuldades em escrever esta história pois já havia feito um esboço mental e naturalmente ela surgiu diante de meus olhos, coloquei-me como o personagem principal e isto fez com que pudesse vivenciar com maior intensidade toda a sua aventura.

5. Quanto de você é colocado em um personagem e em que você se inspira?
Scardelai: Procuro me inspirar em pessoas reais e fatos que acontecem no dia a dia, acho que um escritor é um tipo de fotografo da realidade que consegue transformar mais do que uma imagem, ele transforma atos corriqueiros ou frases em um grande romance.

6. O que vem por aí, teremos novidades para os próximos meses?
Scardelai: Para o próximo ano já está programado o lançamento de meu novo livro que se chama “O Pequeno Mohammed”, é minha primeira aventura literária em histórias infanto-juvenis, na sequencia estou trabalhando em dois novos romances que acredito um deles será para o final do próximo ano. Mas, como disse anteriormente, estou em fase muito produtiva, então novidades sempre podem surgir.

7. Quais livros você leu em sua infância e que os tem por prediletos?
Scardelai: Li muito desde a infância e ainda continuo lendo, mas é claro que “O Menino Maluquinho” de Ziraldo foi uma inspiração, mas tenho alguns livros e autores prediletos como J.D. Salinger e seu clássico “O Apanhador no Campo de Centeio”, Eric Fromm e seu “A Arte de Amar” e muitos outros livros e autores que daria um livro.

8. Você se inspirou em algum escritor para escrever ou foi algo natural?
Scardelai: Inspiração sempre parte de algo que já vimos, lemos, ouvimos ou participamos, claro que sempre grandes autores nos influenciam no modo de escrever ou contar uma história, mas acredito que apesar de todas as influencias que podemos sofrer em nosso dia a dia de escritor, sempre adotamos nosso estilo próprio na escrita tanto no modo de contar ou de descrever seus personagens, por mais que tenhamos milhares de autores novos, sempre há um diferencial entre cada um, é isto nos torna únicos.

9. Há uma hora e um local ideais para escrever e onde você encontra estímulo e assunto? Qual o seu lugar predileto para trabalhar?
Scardelai: Não tenho um local próprio para escrever, quando surge a inspiração ou a ideia de uma história consigo visualizar e deixar em meus pensamentos enquanto a escrevo mentalmente, na primeira oportunidade, as despejo em forma de texto e sempre acaba dando certo. Gosto particularmente ao escrever ouvir música por exemplo, quando escrevi Desencontros de Um Escritor ouvi por inúmeras vezes a trilha sonora de um filme e isto realmente nos ajuda a criar um clima perfeito para a escrita.

10. No Brasil, apesar do aumento de autores brasileiros, ainda é muito difícil assinar com uma grande editora. Para você esse processo foi muito demorado?
Scardelai: Não só no Brasil mas em qualquer lugar do mundo as editoras apostam somente em quem realmente lhes dará retorno financeiro, são empresas que necessitam do ganho capital para poder se manter, então não critico as grandes editoras, este é o seu papel e foram criadas para serem máquinas de dinheiro. Se leva muito tempo para um escritor conseguir algo assim, e acredite, nesta área tem que realmente ter talento para passar pelo crivo das editoras. Acredito que a grande razão de tudo é que escrever é como um vício, depois que se adquire, não é possível mais parar de escrever, então o fato de se estar ou não por uma grande editora é indiferente, conheço diversos escritores que bancam suas obras e conseguem de certa forma um bom lucro com isto e tem a liberdade de se expressar e seguir seu estilo próprio sem a influencia dos editores. O livro “Desencontros de Um Escritor” fala um pouco sobre isto.

11. O que você falaria para esta nova geração de autores?
Scardelai: Leia, aprenda com grandes autores sempre e não tenha medo de escrever, somente escrevendo, acertando, errando é que se consegue boas histórias e lembre-se: o sucesso nem sempre é imediato ou nem sempre existe mas realizar um sonho de ter um livro publicado é algo indescritível e ninguém pode tirar isto de você.

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